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Terapeutas precisam se atualizar para atender a distância durante a pandemia

 

São mais de 3 milhões de autistas no Brasil vivendo em isolamento. Com o atendimento em clínicas suspenso por conta da quarentena, as pessoas com autismo têm recebido tratamento em casa, com a ajuda da Internet. Porém, a suspeita do professor Celso Goyos, coordenador do Instituto LAHMIEI, é que a maioria dos profissionais não estavam preparados para atuar em situações extremas como essa. 

Celso alerta que os profissionais precisam se atualizar para garantir que as crianças tenham um atendimento adequado mesmo a distância. “O tratamento para o autismo é bastante complexo”, lembra o especialista. Para que se alcance bons resultados, a assistência a autistas precisa ser intensa e sem interrupções, por isso, atualmente, a demanda por tratamento remoto tem sido muito grande. 

A tecnologia é uma aliada nesse processo para que o profissional possa chegar à casa da criança e ajudar a diminuir os efeitos negativos causados pela pandemia, além de garantir que não se perca os progressos já conquistados. Por outro lado, para além de recursos tecnológicos é preciso que os responsáveis pelo paciente saibam usá-los e sejam capacitados para intermediar a terapia dos próprios filhos. 

Segundo o professor Celso Goyos, outro fator que tem que ser levado em consideração é o ambiente onde o atendimento a distância será oferecido, já que a movimentação de uma casa é totalmente diferente do espaço clínico onde a terapia normalmente acontece. “A criança vai estar em casa com a família, que também está em isolamento social, talvez até outras pessoas, animais de estimação. Esse, geralmente, não é o ambiente com o movimento ideal”, afirma. 

De acordo com especialista, apenas em casos extremos os serviços de atendimentos devem ocorrer de forma presencial, o que não é recomendável por causa da possibilidade de contágio pelo novo coronavírus. “Isso seria justificável, com todos os cuidados sanitários necessários, nos casos em que a vida da criança e das pessoas que moram com ela estejam em risco”, conclui.