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Autismo: Diagnóstico e Tratamento

 

Segundo os especialistas em autismo, os profissionais da saúde precisam estar cada vez mais capacitados para diagnosticar crianças autistas o mais cedo possível. De acordo com os terapeutas, quanto antes o comportamento for identificado e iniciado o tratamento, mais resultados o paciente terá. 

O professor Celso Goyos, coordenador do Instituto LAHMIEI Autismo, explica que o diagnóstico deve ser feito por um médico psiquiatra, um neurologista infantil ou mesmo o próprio pediatra. “Em geral, os médicos trabalham com uma equipe multidisciplinar e pedem auxílio para profissionais de outras áreas, como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos, para saber se o paciente pode ter outras síndromes associadas ao autismo e definir o melhor encaminhamento”, relata Celso. 

Depois do diagnóstico, o paciente muitas vezes é direcionado para vários profissionais diferentes, para que sejam cuidados os atrasos de desenvolvimento intelectual, de comunicação e social, e os problemas comportamentais. Porém, Celso Goyos alerta: os chamados tratamentos ecléticos não são eficazes. “Com poucas horas de acompanhamento e sem uma centralização do atendimento, os profissionais não dão conta de tratar um problema tão grande como o autismo”, afirma o professor. 

Segundo os estudiosos, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é a ciência mais adequada e eficiente para o atendimento de pessoas autistas. O professor Celso Goyos é categórico: “profissionais responsáveis pelo diagnóstico precisam conhecer ABA para oferecer a melhor opção de assistência para os seus pacientes”, defende o especialista. 

A Analista do Comportamento Dafne Fidelis, que também é professora do Instituto LAHMIEI Autismo, conta que nem sempre os médicos orientam os pais a procurarem a terapia baseada em ABA, e por isso, as famílias acabam perdendo muito tempo e o tratamento adequado tem início de forma tardia. “É preocupante ver pacientes chegando ao tratamento baseado em ABA com 5, 6 ou 7 anos. Precisamos conscientizar as pessoas sobre a eficácia da Análise do Comportamento Aplicada, para que as crianças autistas possam ser cada vez mais felizes, produtivas e independentes”, concluí a professora.