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O tratamento do autismo e os planos de saúde

 

A maioria dos pais de crianças autistas têm problemas com planos de saúde, que se recusam a oferecer as horas de tratamento adequadas. Várias famílias relatam que os convênios médicos dão prioridade para alternativas mais baratas e não para a que é considerada a mais apropriada. 

“Existem muitos terapeutas picaretas que falam que oferecem atendimento baseado em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), o mais eficiente para tratar o autismo, mas, na verdade, estão enganando os pais. Estão atendendo sem os critérios necessários, sem seguir protocolos e padrões internacionais de qualidade”, alerta o professor Celso Goyos, coordenador do Instituto LAHMIEI Autismo.

A analista do comportamento Dafne Fidelis, que também é professora do Curso de Especialização do LAHMIEI, diz que alguns planos de saúde cadastram clínicas que se dizem especializadas em ABA, mas não são. 

Segundo a psicopedagoga Isabella Virgílio, no nordeste do Brasil a realidade não é diferente. Isabella mora em João Pessoa, na Paraíba, é mãe de duas crianças com autismo e relata que existem muitos serviços ecléticos que estão sendo chamados de ABA. “Esse é um problema que nós precisamos enfrentar. Esses processos precisam ser auditados”, defende.

De acordo com Celso Goyos, o atendimento de autistas deve ser intensivo para que sejam alcançados resultados promissores. “O número de horas varia muito de criança para criança. São os terapeutas que devem decidir a quantidade de horas no tratamento de cada paciente e os planos de saúde não podem prejudicar essa evolução. A criança não é apenas um cliente, ela é o amor de alguém”, lembra o especialista. 

Segundo a legislação, as empresas que se negam a cumprir as orientações de profissionais da saúde, ferem o direito ao atendimento dessas crianças. Para Celso, a solução para o problema é levar a informação para as mães e os pais e ensiná-los a identificar bons profissionais. “Perguntem ao profissional sobre a experiência dele, onde ele se formou, quantos cursos fez”, recomenda o professor.